24 de ago de 2011

Mar


Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
    Do mar.

Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
      O silêncio.

E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas.
Náufrago entregue ao fluxo forte
      Da morte.


(Vinícius de Moraes)

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