4 de ago de 2012

O último poema

Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação. 
[Manuel Bandeira]

Um comentário:

  1. Oi, Manu, boa noite!!
    Quão doce é ler Manuel Bandeira à noite, no silêncio que o mundo faz à volta! Quão linda é essa imagem que esse homem nos legou! Um último poema! Como um último beijo. Uma última taça! Uma última visão desejada!
    Maravilhoso
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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sorriso